Por Dr. Walid El Andere
CRM/SP 37280

Quando pensamos em pessoas com diabetes, queremos impedi-las de contrair uma infecção, pois uma vez contraída esta fica mais difícil de ser debelada. O quadro fica mais grave devido a associação da infecção pelo COVID-19 e a necessidade do controle dos níveis glicêmicos que pode agravar as alterações hidro-eletrolíticas.
Os pacientes diabéticos fazem parte do grupo de risco, ou seja, maior mortalidade. Sendo assim, os diabéticos não devem se expor, ficando em suas casas e adiar tudo que for adiável.

O controle glicêmico fica mais difícil quando o diabético está com infecção. A glicemia tende a se elevar, devido ao aumento da resistência a ação da insulina. Neste caso, devemos adequar as doses dos medicamentos e principalmente da insulina. Solicite orientações ao seu médico por telefone.

São basicamente três situações de estágio da infecção pelo COVID-19 no tratamento do diabetes:

Fase Inicial: em que o paciente é portador do vírus e ainda está se alimentando normalmente, com ou sem febre. Nessa fase, a glicemia pode se elevar e há necessidade de ajuste das doses de insulinas (basal =ação lenta e pré-prandiais= ação rápida).

Fase de inapetência: (falta de apetite), a alimentação fica prejudicada, podem apresentar vômitos ou com baixa ingestão de líquidos. Nestes casos, o paciente que está em uso de hipoglicemiantes orais deve suspender o uso, pois
tenderá a ter hipoglicemias.
O paciente que está em uso de insulina, as doses devem ser diminuídas sensivelmente para evitar o risco de hipoglicemias.

Fase avançada: O paciente inicia com dificuldade respiratória . Neste caso deve procurar um centro médico hospitalar. Uma vez internado, os níveis glicêmicos serão controlados com insulina através de bomba de infusão contínua ou aplicações de insulina regular (ação rápida) ou de insulinas de ações ultra-rápidas cada 4 horas aproximadamente.